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    sábado, 26 de setembro de 2026

    ABSURDO: contaminação da água se repete em escolas municipais de Mossoró

    Foto ilustrativa.

    Registros de água fora dos padrões de potabilidade em unidades de ensino de Mossoró vêm se acumulando ao longo dos últimos anos. Documentos encaminhados ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) mostram que, no ano passado, análises da Vigilância Ambiental já haviam identificado contaminação em diversas escolas e Unidades de Educação Infantil (UEIs) da rede municipal. Agora, novos exames realizados em 2026 encontraram problemas em duas escolas estaduais da zona rural, levando o Ministério Público a recomendar a suspensão imediata do consumo da água.

    Uma contagem feita a partir da tabela apresentada pela própria Vigilância Ambiental, em documento encaminhado ao MP, aponta pelo menos 44 amostras positivas para coliformes totais em 20 equipamentos municipais de educação durante 2025. Desse total, 11 amostras também apresentaram Escherichia coli (E. coli), distribuídas por seis unidades.

    O monitoramento é realizado no âmbito do Programa de Qualidade da Água da Vigilância Ambiental. A Secretaria Municipal de Saúde informou ao Ministério Público que as análises seguem os parâmetros previstos na Portaria GM/MS nº 888/2021, que regulamenta a qualidade da água para consumo humano.

    Entre os equipamentos municipais em que o relatório registra presença de E. coli estão a UEI Maria Dolores Fernandes, a Escola Municipal Alcides Manoel de Medeiros, a Escola Municipal Marineide Pereira da Cunha, a UEI Maria da Conceição Vidal, a Escola Municipal Professora Celina Guimarães e a UEI Mário Negócio.

    Um dos casos que chama atenção é o da Escola Municipal Marineide Pereira da Cunha. Em fevereiro de 2025, duas amostras — coletadas em torneira ligada à caixa d’água e em filtro — já apresentavam coliformes totais, embora sem E. coli. Em agosto, novas análises feitas na mesma unidade apontaram coliformes totais e E. coli em três pontos diferentes: torneira do jardim/caixa d’água, bebedouro branco e bebedouro prata.

    Também foram registrados resultados positivos para coliformes totais, sem detecção de E. coli, em pontos de unidades como as escolas municipais José Benjamim, Rotary, Ronald Pinheiro, Antônio Amorim, Monsenhor Gurgel, Raimundo Fernandes, Professor Manoel Assis, Francisco de Assis, Raimunda Nogueira do Couto e Dinarte Mariz, além das UEIs Maria Zélia, Júlio Galdino Neto, Dulce Escóssia e Francisca Clara.

    O relatório municipal não indica, porém, que todas as amostras das unidades analisadas estavam contaminadas. Há registros de pontos com resultados negativos e também de coletas posteriores sem presença das bactérias. Na UEI Maria Zélia, por exemplo, após resultado positivo para coliformes em uma pia da copa em outubro, as três amostras coletadas em 29 de dezembro — bebedouro, torneira externa e rede — aparecem sem coliformes totais ou E. coli.

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